É tão difícil a gente ver "história" enquanto vivenciamos o presente. História, parece aquela que os mais velhos contam, como se tivessem vivido algo que nem vivemos e nem vamos viver. Como se o eu velho do futuro não fosse contar do mesmo mundo, dos mesmos sentimentos, das mesmas percepções da realidade, dos mesmos momentos felizes, das mesmas saudades. Sentir o passado com as pessoas ainda tão presentes. Concordar que existe uma saudade que ainda não sentimos, porque ainda é tudo tão real.


Não sei se parece confuso, mas é difícil ver em nós a história acontecendo. Visualiza-la sem que precisemos passar por ela inteira para então ver que aquilo era pra valer, e que cada conquista e tropeços, dos mais simples, são trechos da narrativa da nossa vida. Poder ver que você viveu, que você estava ali e muitos do que estavam a sua volta foram apenas figurantes de uma memória que só é sua.


Poder ver que dentro de si tem um mundo inteiro que nem sempre precisa do que está fora para viver bem. O que fazemos sempre será eterno para nós mesmos.


É difícil dar importância ao que dizem ser importante, e de repente, nos preocupamos com tudo e com nada. E a gente só vai existindo, sem se importar muitas vezes, com o mundo que pode estar se perdendo dentro de nós quando não damos conta do quão lindo são os momentos que a gente tem. Seja ao ver nosso bichinho de estimação pela manhã, de encontrar uma criança brincando na rua, dos almoços em família, do cheirinho de café com seu companheiro, dos ruídos que fazem outras pessoas sorrirem mesmo que não te façam sorrir.


Seja como for, tá tudo bem.


O que vale, é fazer valer a pena.



-Escrito por Amanda Rachel